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domingo, 4 de outubro de 2009

Jantar de Campanha

Mª da Conceição Couvaneiro
scouvaneiro@gmail.com

VIVER A CIDADE

Uma saudação aos que aqui se juntam a apoiar, com a sua presença, este movimento cívico: VIVER A CIDADE.
Um cumprimento especial, de muita admiração, aos que integram esta lista. Estamos aqui porque “juntos, podemos acreditar” Porque assumimos a responsabilidade moral de afirmar, publicamente, o direito ao exercício da cidadania. Temos consciência da imperiosa necessidade de sermos construtores do nosso tempo. Hoje, como outrora, sentimo-nos irmanados por uma certa inquietude que nos faz “acreditar” que, “crer é poder. Quebramos, deste modo, a acomodação e a tranquilidade da solução fácil que nos faz pensar que, “talvez não valha a pena…” “o que dirão os outros?” “quase certo que nos vão fazer guerra; eles até são mais poderosos…”, “oh, isto dá muito trabalho e implica um grande compromisso….”. “Afinal o que é que eu ganho com isto?” Os ganhos estão à prova. A cidade mexeu. Estabeleceu-se o contraditório, fez-se a afirmação da liberdade e do poder. Disse-se, livremente, que o exercício da democracia não é uma mera figura de estilo.

Caso contrário aceitaríamos seguir, arregimentados às vontades de outros, mesmo que com elas não estejamos de acordo. Mesmo que verifiquemos que aqueles em quem delegamos a representatividade, pelo voto, não estejam a defender os interesses daqueles por quem são mandatados.

O movimento VIVER A CIDADE surge numa participação democrática, empenhada:
1. Em afirmar os princípios da cidadania e da responsabilidade social;
2. Em criar novos contextos para afirmar princípios e valores genuínos;
3. A desafiar novas posturas e novos olhares sob a política e a polis;
4. A tornar próxima a acção comum e o bem da comunidade;
5. A afirmar-se alternativa de esperança contra o desencanto;
6. A servir povo e não clientelas;
7. A reunir jovens e menos jovens, de diferentes formações, e juntos, construir o futuro.

Este e outros movimentos independentes, que estão a surgir pelo País, ainda que nem todos tenham na sua génese as mesmas razões, trazem ao de cima uma nova consciência – um espaço de partilha, livremente assumido; uma visão holistica integrada num espaço e tempo comum, que nos compete por imperativo de consciência e exercício de liberdade, viver, gerir e transformar. Na realidade, algo está a mudar, ao fim destes anos de democracia, e… ainda bem.
Queremos que renasça uma nova consciência de que precisamos de nos unir e de lutar pelas verdadeiras causas. Para legar aos vindouros, uma sociedade melhor. Ter presente e assumir que todos somos poucos para lutar pelo bem comum e que este não é privilégio de alguns. É que não podemos queixar-nos de que “está tudo mau, os políticos não assumem as suas responsabilidades”, sem nos questionarmos:
E nós onde estivemos? Como classificamos a nossa ausência ou omissão? A cidade é apenas dos predestinados a exercerem o poder? Que sentido atribuímos aos nossos actos ou à falta deles?

Quero ainda afirmar as razões profundas que me levam a estar com este movimento e a esta candidatura.

1. Apoiamos esta lista porque é autêntica, séria, voluntária, audaz e inconformista;
2. Porque propõe, sem temor e sem hostilidade, lutar pela solução dos problemas dos cidadãos, numa relação de proximidade;
3. Porque surge autónoma, digna e livre e generosa;
4. Porque sabemos que não é fácil vencer as dificuldades inerentes aos processos em que se confrontam David e Golias;
5. Porque é composta por muitos jovens e menos jovens
6. Muito qualificados, de diferentes formações e diferentes sectores de actividade;
7. Porque representa o poder conjugado no feminino. A força e “o modus fazendi” das mulheres. O hemisfério cerebral direito, mais determinante, em geral, nas mulheres conjuga, harmoniosamente, a racionalidade com os afectos. E quanto os afectos fazem falta à política…!

A Teresa mãe, profissional, mulher de corpo inteiro, faz essa conjugação com mestria. Luta com determinação por aquilo em que acredita e, vence. Consegue catalisar a acção dos que seguem com ela, num assomo de cidadania, que é um verdadeiro testemunho de afirmação do que é ser actor social.
Mas não é só, afirmam-se valores ancestrais, quase em desuso:
A família surge, nesta candidatura, afirmando os valores e princípios assentes numa mística de partilha e compromisso, em que se expressa a solidariedade e a união. Este é um testemunho muito marcante numa sociedade individualista em que cada um, mesmo nas famílias, defende o seu prestígio, interesses e mediatismo. Assumiu esta candidatura a afirmação da solidariedade da cooperação, do reconhecimento dos direitos do outro, em todas as suas consequências. Parabéns Luís.

Crer é poder
Vamos provar que crer é poder.
Vejamos esse crer e poder, na pessoa destes candidatos que vão afirmar-se, estou segura:
· Pela cidadania responsável;
· Pela força da convicção;
· Pelo valor pessoal e profissional;
· Pela integridade das condutas
Nomeio para aplauso e agradecimento ….. os candidatos

Caldas da Rainha, 2 de Outubro de 2009.












No dia 2 de Outubro realizou-se o nosso jantar de campanha, apesar de à mesma hora decorrerem outros eventos da "concorrência", e considerando que este foi um jantar de uma candidatura independente, para uma Junta de Freguesia e não para a Câmara, tivemos a sala bem compostinha!...



O que importa é que tivemos uns bons momentos de convivência entre cidadãos, em que se falou de democracia verdadeira e do seu significado, que parece ter sido esquecido por muitos (ou então nunca o conheceram!).

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